Neste mês de janeiro, a proposta é o autoconhecimento sugerido no Primeiro Princípio de Amor-Exigente, as Raízes Culturais.
Muitas são as nuances deste eterno caminho. A cada etapa vencida, somos convidados a mergulhar ainda mais dentro de nós mesmos, rumo à evolução emocional e espiritual.
Quando esta jornada se inicia, verdadeiramente, não há volta. A trajetória que seguimos em busca de nosso centro, de nós mesmos, de nossas verdades, necessidades, defeitos e qualidades, é crescente. São degraus que subimos, e por isso, cada vez estamos mais acima.Assim, sempre haverá mais um degrau, mais um avanço. As "provações" parecem ser cada vez maiores, porém, aprendemos a vencê-las com maior leveza.
Neste caminho, existe um momento em que somos desafiados a não mais culpar aos outros e às situações por nossas reações.Que desafio!
É hora de não mais pensar no por que da atitude do outro, mas na forma como reagimos à ela. Codependentes são seres reativos.A reação é impulsiva, portanto a evolução está em aprender a "respirar" para depois agir, se necessário. E não reagir somente.
Esse respirar inclui o olhar voltado para si. Como eu estou me comportando diante desta situação?O que em mim se mobiliza diante deste desafio? Quais são as minhas dificuldades em vivenciar este momento?
Que possamos, nesta etapa de evolução, trazer as devidas responsabilidades para nós mesmos e , assim, nos tornarmos autores de nossa própria história.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Mensagem
"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que pela primeira vez lançamos um olhar inteligente sobre nós mesmos."
Citação no longa "Meu nome não é Johnny"
Precisa dizer mais?
Citação no longa "Meu nome não é Johnny"
Precisa dizer mais?
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Janeiro é mês de Raízes Culturais em AE
Durante este mês de janeiro, vou escrever alguns textos sobre o 1º Passo do Programa de 12 Passos e o 1º Princípio de Amor-Exigente. O objetivo é refletirmos e buscarmos mudar nossos comportamentos, um pouco de cada vez, dia após dia, mês a mês. A cada dia estaremos cada vez melhores. E no final de 2012 trocaremos experiências sobre um ano de evolução.
No mês de janeiro, os grupos de Amor-Exigente trabalham o 1º Princípio - Raízes Culturais - que sugere o autoconhecimento, a busca de sua própria história, de suas raízes, origens, enfim, de tudo aquilo que caracteriza as suas particularidades.
Para começar esta intensa e preciosa programação dos 12 Princípios de AE, é preciso, antes de tudo, olhar para si.
Nos nossos Subgrupos de Cônjuges, neste mês, buscaremos a nós mesmas. É importante lembrar de nossa infância, das características de nossa familia de origem, da atual e projetar aquilo que queremos para nós mesmas.
Algumas perguntas para reflexão:
Qual era a marca registrada de minha familia de origem? O que era bom? O que era ruim? O que quero preservar e levar adiante e o que me machuca e não serve mais para mim? Quais as características de meus pais que quero cultivar em mim e em minha familia atual? O que preciso trabalhar para deixar no passado e construir o presente e o futuro? Qual a marca de minha familia atual? O que há de bom e de ruim? O que quero mudar em mim, na minha familia? O que quero deixar como legado para meus filhos, netos e gerações futuras? Quem sou eu? Quem é meu companheiro? O que é meu e o que é dele?
Vamos começar assim...nos encontrando conosco em nosso passado, em nossa alma, em nosso interior.
O caminho é esse!
Como dizem nos grupos de AE: "Que dia é hoje? Hoje é o primeiro dia de minha nova vida."
Faça desse lema uma realidade e prove o sabor do crescimento gradual, da após dia.
No mês de janeiro, os grupos de Amor-Exigente trabalham o 1º Princípio - Raízes Culturais - que sugere o autoconhecimento, a busca de sua própria história, de suas raízes, origens, enfim, de tudo aquilo que caracteriza as suas particularidades.
Para começar esta intensa e preciosa programação dos 12 Princípios de AE, é preciso, antes de tudo, olhar para si.
Nos nossos Subgrupos de Cônjuges, neste mês, buscaremos a nós mesmas. É importante lembrar de nossa infância, das características de nossa familia de origem, da atual e projetar aquilo que queremos para nós mesmas.
Algumas perguntas para reflexão:
Qual era a marca registrada de minha familia de origem? O que era bom? O que era ruim? O que quero preservar e levar adiante e o que me machuca e não serve mais para mim? Quais as características de meus pais que quero cultivar em mim e em minha familia atual? O que preciso trabalhar para deixar no passado e construir o presente e o futuro? Qual a marca de minha familia atual? O que há de bom e de ruim? O que quero mudar em mim, na minha familia? O que quero deixar como legado para meus filhos, netos e gerações futuras? Quem sou eu? Quem é meu companheiro? O que é meu e o que é dele?
Vamos começar assim...nos encontrando conosco em nosso passado, em nossa alma, em nosso interior.
O caminho é esse!
Como dizem nos grupos de AE: "Que dia é hoje? Hoje é o primeiro dia de minha nova vida."
Faça desse lema uma realidade e prove o sabor do crescimento gradual, da após dia.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O problema é meu!
Infelizmente, na vivência com o dependência químico, nós, codependentes, temos o hábito de nos afogarmos na negação, atribuindo ao ente querido toda a nossa infelicidade.
"Se ele fosse diferente"..."Quando ele entrar em recuperação, serei feliz"..."Ele me trata tão mal"...
Estas são as afirmações habituais dos familiares.Porém, a experiência revela o contrário.
Histórias de esposas que não sabem como lidar com o marido em recuperação, por não mais poderem representar seus papéis de vítima, são exemplos desta verdade. Passam a vida esperando por este momento e quando ele chega sentem-se vazias, sem função, afinal, vão cuidar de quem? Vão atribuir a quem as mazelas de suas vidas?
Outros exemplos são as situações em que os pais não participam do processo de recuperação dos filhos.Acham que o problema é só deles e que eles não precisam de nada, de nenhum tratamento.
Assim, caminhamos na vida rumo aos caos. É nas relações que temos a oportunidade de conhecer as nossas dificuldades internas. É por meio dos relacionamentos que podemos nos melhorar como pessoas, buscando enxergar aquilo que vai dentro de nós, aquilo que nos machuca no outro.
Para mim, só há um caminho para a evolução emocional: a responsabilidade sobre os meus comportamentos, sentimentos, atitudes, escolhas e problemas. Sem culpa, mas com aceitação.
O que me afeta é problema meu! E é disso que tenho que cuidar, independente do que o outro faça a mim, a ele ou ao mundo.
"Se ele fosse diferente"..."Quando ele entrar em recuperação, serei feliz"..."Ele me trata tão mal"...
Estas são as afirmações habituais dos familiares.Porém, a experiência revela o contrário.
Histórias de esposas que não sabem como lidar com o marido em recuperação, por não mais poderem representar seus papéis de vítima, são exemplos desta verdade. Passam a vida esperando por este momento e quando ele chega sentem-se vazias, sem função, afinal, vão cuidar de quem? Vão atribuir a quem as mazelas de suas vidas?
Outros exemplos são as situações em que os pais não participam do processo de recuperação dos filhos.Acham que o problema é só deles e que eles não precisam de nada, de nenhum tratamento.
Assim, caminhamos na vida rumo aos caos. É nas relações que temos a oportunidade de conhecer as nossas dificuldades internas. É por meio dos relacionamentos que podemos nos melhorar como pessoas, buscando enxergar aquilo que vai dentro de nós, aquilo que nos machuca no outro.
Para mim, só há um caminho para a evolução emocional: a responsabilidade sobre os meus comportamentos, sentimentos, atitudes, escolhas e problemas. Sem culpa, mas com aceitação.
O que me afeta é problema meu! E é disso que tenho que cuidar, independente do que o outro faça a mim, a ele ou ao mundo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
As grandes mudanças nascem dos detalhes do cotidiano
No livro "Seja lá o que Deus quiser", Koji Sakamoto, alerta para o ensinamento: "As grandes mudanças nascem dos detalhes do cotidiano."
Esperamos por grandes mudanças, visíveis, exuberantes, transformadoras.
Porém, na dinâmica contida no lema "Só por hoje", podemos notar a importância das mudanças do cotidiano, das pequenas atitudes que podem gerar grandes transformações.
Diante de nossa codependência, que, por vezes, se mostra avassalora e parece que vai "nos engolir" no presente, no futuro, perpetuando as experiências passadas, precisamos pensar nestes detalhes, nestas pequenas mudanças de comportamento.
"Só por hoje", "Um dia de cada vez", "Primeiro as primeiras coisas", "Manter simples", "Cada vez melhor", "Hoje é o primeiro dia de minha nova vida". Todos estes lemas, que funcionam como mantras que alimentam a esperança nos grupos de ajuda de Anônimos e Amor-Exigente possuem a mesma essência: realizar pequenas mudanças, observar os pequenos detalhes para, passo a passo, alcançar grandes objetivos.
Disciplina e perseverança são as chaves para a manutenção desta proposta!
Esperamos por grandes mudanças, visíveis, exuberantes, transformadoras.
Porém, na dinâmica contida no lema "Só por hoje", podemos notar a importância das mudanças do cotidiano, das pequenas atitudes que podem gerar grandes transformações.
Diante de nossa codependência, que, por vezes, se mostra avassalora e parece que vai "nos engolir" no presente, no futuro, perpetuando as experiências passadas, precisamos pensar nestes detalhes, nestas pequenas mudanças de comportamento.
"Só por hoje", "Um dia de cada vez", "Primeiro as primeiras coisas", "Manter simples", "Cada vez melhor", "Hoje é o primeiro dia de minha nova vida". Todos estes lemas, que funcionam como mantras que alimentam a esperança nos grupos de ajuda de Anônimos e Amor-Exigente possuem a mesma essência: realizar pequenas mudanças, observar os pequenos detalhes para, passo a passo, alcançar grandes objetivos.
Disciplina e perseverança são as chaves para a manutenção desta proposta!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Vivendo através do outro
Matéria sobre Codependência publicada na Edição nº 1 da Revista Anônimos.
Controle, raiva, culpa, medo...sentimentos confusos e dolorosos caracterizam o transtorno comportamental desenvolvido por aqueles que convivem e se envolvem emocionalmente com os dependentes químicos. Na dança de compasso próprio, um não controla a substância nociva enquanto o outro abre mão de sua vida para controlar a vida do ente querido. No jogo de regras sutis, um é escravo da droga e outro da dor e do sofrimento.
O amor adoecido do codependente contribui para o desenvolvimento da dependência. Mas, buscando a saúde para este amor, existem chances de salvar toda a família.
Controle, raiva, culpa, medo...sentimentos confusos e dolorosos caracterizam o transtorno comportamental desenvolvido por aqueles que convivem e se envolvem emocionalmente com os dependentes químicos. Na dança de compasso próprio, um não controla a substância nociva enquanto o outro abre mão de sua vida para controlar a vida do ente querido. No jogo de regras sutis, um é escravo da droga e outro da dor e do sofrimento.
O amor adoecido do codependente contribui para o desenvolvimento da dependência. Mas, buscando a saúde para este amor, existem chances de salvar toda a família.
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